Um encontro com Branca

Uma das formas que encontrei para fazer contato com entidades, sejam elas quais forem, é através da canalização de energia em desenho; que me é ditado e conduzido pela entidade.

Pois bem, logo de início vi uma coroa alta e com uma estrutura muito fina, como fios de metal branco perolado que trançavam entre si, porém a estrutura era orgânica.

Não lembro de ter visto algo semelhante aqui, o que foi um dos motivos de não conseguir reproduzir bem o que via. Imagine o seguinte: você vê uma cor totalmente nova e que não existe na Terra, ou um aroma que você nunca entrou em contato antes, algo totalmente novo! Como você descreve isso?

  • O design da coroa se parece com o da Igreja Sagrada Família, em Barcelona.

Partindo da coroa, tive uma pequena visão de como sua aparência era, mais ou menos, e fiz um pequeno esboço do que vi, e como sempre, tenho controle do desenho até certa parte, e tive até ela reclamar que o esboço era muito pequeno, e que eu deveria fazer maior.

Então a vi com clareza, uma das coisas diferentes em um contato, alem de tudo, é a forma como as coisas acontecem. Quando entrei na sala soube tudo o que precisava saber, ela era reptiliana, e vivia em uma estrela artificial — uma pequena nota aqui: vi a “estrela” em que ela morava, e a forma como me foi mostrado é a de que eles criaram aquele lugar, não sendo uma estrutura “orgânica” ou “natural”, porém esse tipo de visão é equivocada.

Aqui na terra temos uma divisão de coisas que são naturais e não naturais, basicamente o que “não é feito pelo ser humano” e o que “é feito pelo ser humano”, isso é uma ilusão. Tudo na criação é planejado e depois executado.

Você não ouvirá uma espécie com um nível de evolução mais elevado do que a do ser humano falando sobre estruturas que são naturais e as que são artificiais, a não ser para tentando traduzir aos humanos determinadas coisas que eles apenas entenderão como natural e artificial.

Tudo é natural, pois tudo faz parte a criação, as árvores que temos aqui foram tão criadas por alguém como as estruturas de prédios e outras coisas. Nesse reino conviviam machos e fêmeas, ao que parece, existem lugares em que fêmeas e machos não convivem, e estão juntos apenas para reprodução, o que não entendo exatamente, dada a tecnologia que elas têm, não tenho informação sobre isso ainda.

Ao entrar na sala, a primeira coisa que consegui entender foi “Branca”, poderia ter assimilado isso devido sua cor, branco, mas foi algo dito por uma terceira pessoa na sala, que não era visível a mim. E ela era linda, linda de uma forma muito delicada, não cheguei perto o suficiente para ver a textura de sua pele, mas era branca com partes rosa, e era brilhante.

Meu primeiro contato com reptilianos foi com uma humanoide, e por mais que tivesse traços humanos, ela era claramente um réptil, era forte e séria, linda em sua forma, porém sua aparência era mais “violenta”, como um lagarto mesmo.

Já Branca não, ela era delicadíssima, pensei até que ela era um pouco híbrida também, porém notei que não, a diferença ali é que ela se parece com uma cobra albina, e ela era bem menor do que a maioria dos reptilianos, deve ter algo como 1,75/1,80.

Branca usava um vestido enorme, bufante, quase como a das rainhas da Inglaterra Medieval, mas diferente. Outro ponto importante do contato: nossa mente assimila o que de mais perto nós entendemos daquilo. O vestido dela pode, e provavelmente é, bem diferente de um vestido medieval, porém é isso o que assimilei do que via.

A gola cobria todo o pescoço, e havia pouca pele aparecendo além do rosto. A coroa cobria toda a cabeça, e ela não usava peruca. A sala em que nos encontramos era mais um calabouço ou um lugar abandonado do que qualquer lugar em que se marque um encontro, porém entendi que ela queria privacidade.

Conversamos um pouco, mas a conexão estava fraca, por vezes ouvia apenas uma parte da frase, então adotei o sistema de perguntas e respostas de “sim” e “não”. Nesse momento entendi o que algumas pessoas dizem quando falam que um espírito “falou muito baixo”, é como um sinal de rádio, ele é claro até ser instável.

Ela disse que já havíamos nos conhecido anteriormente, e ela queria conversar. Branca controlava a atmosfera, fui introduzida a ela automaticamente e a primeira coisa que ficou clara era quem ela é, mas percebi também como ela mantinha o local o mais amigável e suave o possível, tentando fazer com que aquilo fosse agradável, imagino que em outra situação sua aura seja extremamente imponente, e até inflexível.

O contato foi breve, e acabei de perceber que ela não veio a mim, eu é que fui até ela. É curioso como o contato é feito, e como não deixo de estar aqui, estando lá.